segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Brugge (Bruges) – Bélgica

Brugge – Bélgica

História
Brugge é capital da província de Flandres Ocidental, na região de Flandres. Tem cerca de 117 mil habitantes. Ela  é chamada de "Veneza do Norte", por causa de seus inúmeros canais que a cercam ou a atravessam, mas também a ligam principalmente com a cidade de Gante.

Seu centro histórico foi tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2000 e logo depois, em 2002 ganhou o título de Capital Européia da Cultura.
Diversos passeios de barco são propostos aos turistas, alguns dos quais permitindo chegar às cidades vizinhas. A cidade apresenta ainda as ruínas de uma fortaleza, bem como moinhos às margens dos canais.
Língua: Flamenco, mas muitos falam inglês.


Preciso de Visto?
Se você, assim como eu, é Brasileiro, não, você não precisa de visto pois o Brasil possui acordo com os países da União Europeia.  Basta um passaporte válido (três meses a mais que o seu tempo de estadia). O período de permanência máxima em países da União Europeia sem visto específico é de 90 dias.


Como ir?
Eu estava em Paris e fui de trem. Basta pegar um trem na estação Gard Du Nord, em Paris. Lá há trens para Brugge. O melhor é comprar a passagem pela internet ou na bilheteria da estação com certa antecedência. Dá para ir para lá da Holanda também, pois fui para Amsterdam de trem, saindo de Brugge. A passagem custa entre 36 e 72 Euros, dependendo da sua idade e da classe escolhida. Pesquise preços e horários aqui: http://www.raileurope.com.br/.

OBS: Estudantes e menores de 26 anos geralmente pagam mais barato em transporte, museus, etc. É preciso comprovar tal situação.
Da pra ir de avião até Bruxelas e depois pegar um trem para lá.


Câmbio
Eu já possuía Euros, pois estava fazendo uma Eurotrip. Aconselho dinheiro vivo e aqueles cartões de “crédito” pré-pagos – fiz o meu por uma agência de viagens e funciona em caixas eletrônicos (ATM), internet e nas máquinas de cartões de crédito convencionais.


Na estação de trem
De lá há ônibus direto para a parte histórica da cidade, a parte turística. Você pode pegar qualquer um desses: 1, 3, 4, 11, 13, 14 e 16. O bus custa entre 1,20 e 1,50 Euros. Na Europa, em geral, se você comprar em cabines de informação ou de transporte público, você paga um pouco mais barato do que direto com o motorista, no embarque.

Fonte: http://www.lonelyplanet.com/belgium/flanders/bruges/transport/getting-around#ixzz3NKm9Evk8


Hotel
Eu fiquei em hostel muito bom, o St Christopher's Bauhaus Hostel (http://www.st-christophers.co.uk/bruges-hostels). Fiquei em um quarto para 10 (ou 12, não lembro), mas muito bom. Todas as camas possuem cortinas e há um armário sem cadeado (leve o seu) onde cabe uma mochila de 60 ou 75 litros.  São dois prédios e um bar. A recepção é anexa ao bar do hostel, que a noite fica cheio de gente, onde se bebe as boas cervejas belgas com muita gente bacana e de diversos lugares do mundo. Há também uma gincana bem divertida onde todos participam.


Quanto tempo ficar?
Eu cheguei na manhã de um dia e fui para Amsterdam no dia seguinte, ou seja, fiquei 24 horas. Creio que um dia ou no máximo dois são o suficiente para conhecer a cidade.


Segurança
A cidade é muito tranquila e não vi e nem ouvi nada que me deixasse com medo ou que me levasse a tomar cuidados mais extremos. Mas como todo turista, fique sempre de olho e ande com pessoas de confiança.


Comida e Bebidas
Lá há alguns bons restaurantes, mas se você esta com pouca grana ou sem muito tempo, há a rede Quik, de fast food. Conheci essa rede em Paris e é bem gostosinha (no limite que um fast food pode ser, claro). Em Brugge tive uma surpresa no Quik, o Ice Tea tinha gás!!!! Eca!!! Essa foi umas das piores experiências “gastronômicas” que já tive. Se for comer lá, pergunte se o ice tea tem gás e se tiver, peça outra coisa!
Há a Barraca de Batata Frita da praça Markt. Dá para provar o cone de batata frita com maionese da "barraca" que fica em frente ao Campanário.


Algumas dicas de passeios
Começo com a de sempre: logo que se instalar, já sair explorando a cidade, a pé ou de bike. Turista não tem sono, dor ou cansaço!

A cidade é cheia de ruelas medievais que parecem conto de fadas e sempre levam a um lugar mágico.

Brugge parece não ter mudado desde o século 13 e te dá impressão de estar em um filme. Há o típico casario europeu, as grandes praças, prédios históricos fabulosos e as comidas típicas como as batas fritas, mexilhões, chocolates e as cervejas.

Sou do tipo de viajante que faz uma listinha de locais obrigatórios e no resto do tempo sai andando sem rumo pelas cidades. No caso de Brugge isso é muito fácil de fazer. Alugares lindos e históricos surgem em sua frente quando você menos espera. Entrei em belas igrejas e museus. Segue a minha lista obrigatória e alguns lugares que fui também:

Grote Markt (praça do mercado) – que acaba sendo sempre um ponto de referência.

Grote Markt - Praça do Mercado


Grote Markt - Estátua de Jan Breidel 
e Piet de Konink 1887



Praça Burg – Praça menor, mas com prédios imponentes como a Prefeitura, Velha Casa dos Arquivistas e a entrada do santuário Heilig Bloedbasiliek (Basílica do Santo Sangue).

Prefeitura - Praça Burg


Casa dos Arquivistas - Praça Burg



Basílica do Santo Sangue - Praça Burg


Basílica do Santo Sangue – Conhecida por suas famosas peças de arte sacra e imponentes vitrais. Com duas capelas, a mais antiga, construída em estilo romano, expõe os artigos devotos, enquanto a segunda, em estilo gótico, abriga o famoso relicário que, segundo a lenda, guarda o sangue de Cristo, colhido por José de Arimateia.

Rua Breidelstraat - liga as duas principais praças da cidade, Markt e Burg. É repleta de lojinhas que vendem chocolates, souveniers e as famosas rendas de Brugge. Há uma loja dos chocolates Godiva. Hummm

Rua Breidelstraat

Torre e Campanário Belfort na praça principal

                                                              
Torre do Campanário Belfort


Groeninge museum – museu, galeria de arte.

Catedral de São Salvador - Construída no século 10, foi nomeada catedral em 1834 e ao longo de toda a sua existência passou por inúmeras reformas ampliações. Conta com uma torre de 99 metros de altura e abriga, em seu interior e altar, obras e objetos religiosos de diferentes épocas.

Catedral São Salvador

Begijnhof (Beguinage) - Um conjunto de casinhas ao redor de um jardim.

Fuja do museu Frietmuseum (museu da batata frita). É pago, é pequeno e nem é tão interessante assim.

Passeio pelos canais

Os lindos moinhos – ficavam muito perto do hostel onde fiquei hospedada (endereço: 133-137 Langestraat).


Rua Langestraat


Moinho próximo a rua Langestraat


Moinho

Abadia de St. Sixtus de Westvleteren – Nunca fui, mas tenho amigos que adoraram a visita!  Dá para provar uma cerveja feita pelos monges e considerada exclusivíssima. Só é vendida lá. Para provar a cerveja acompanhada pelos queijos e patês também feitos no local tem um barzinho em frente a abadia. Fica a 60 Km de Bruges. Site: www.sintsixtus.be


A noite de Bruge, pelo que vi, possui alguns bares (estilo pub) com música e cheia de jovens. No “happy Hour” do próprio hostel formamos um grande grupo com gente de vários países e fomos para outro bar, que parecia mais com uma boate, com música pop e eletrônica e com muita bebida – ele ficava na praça do mercado (é um daqueles com toldo verde na porta). Fizemos tudo isso a pé, pois essa parte histórica é pequena e tudo é próximo e bem seguro.


Conheça Brugge e depois, caso tenha novas dicas, me mande. Atualizarei meus posts com novas dicas sempre que possível! Boa Viagem! Wanderlust!

Fotos: Priscilla Lamy


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Argentina

Argentina

Preciso de Visto?
Se você, assim como eu, é Brasileiro, não, você não precisa de visto. Basta um passaporte válido ou uma carteira de identidade em perfeito estado e com menos de 10 anos de expedição.

Atenção, carteira de habilitação não é válida como identidade na Argentina, só mesmo o nosso RG. Assim que desembarcar, você será encaminhado à fila da imigração. Lá você perceberá que integrantes do Mercosul não pagam nada para entrar no país, mas europeus e norte-americanos, sim. Só é preciso mostrar os documentos e dizer o hotel onde se hospedará – é bom ter anotado em papel o nome, endereço e telefone, não só para a imigração, mas para a sua segurança.

Avião
Na primeira vez que fui, fechei com a Tam Mercosul. O avião era pequeno, desses de ponte aérea, mas o serviço era bom. A “TV” era daquelas que ficam no teto, atendendo 4 poltronas. O serviço foi muito bom, com almoço/janta. Desci no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires.

Já na segunda viagem, dois anos depois, fui e voltei com a Tam Brasil. O avião era grande, daqueles que fazem voos longos  e a “Tv” era individual, o que, na minha opinião, é bem melhor! O serviço também foi muito bom, também com almoço/janta. Desci no aeroporto de Ezeiza, que fica a uma hora de Buenos Aires.

Câmbio
Aconselho que troque uma pequena parte do dinheiro, tipo R$ 300 no Banco de La Nacion, no Aeroporto de Ezeiza (não há Banco de La Nación no Aeroparque – se for descer lá, já leve pesos do Brasil). O resto do câmbio, acho melhor fazer no Banco Piano, que fica no centro da cidade (é perto da entrada da loja Falabella), em uma rua paralela a Florida, e tem  a melhor cotação (geralmente). Para essa troca, é sempre necessário que estejam com o passaporte carimbado pela imigração e o endereço do hotel onde estão. Caso não esteja usando passaporte e sim a identidade (caso seu país seja do Mercosul, assim como Brasil e Argentina), levem-na junto com o papel da imigração. Estes são seus documentos na Argentina!

Ainda no Aeroporto
Procure o balcão de informações turísticas e consiga um mapa da cidade. Vai ajudar muito!!  Se você possui transfer, aproveite, caso não, Ezeiza é bem longe de B.A., mas é possível pegar táxi (custava, em 2012, uns 150 pesos).

Segurança
E mantenha sempre seus documentos e dinheiro a salvo! Assim como no Brasil, há batedores de carteira por lá. Nada de grave ou violento, mas há muitos oportunistas! Compre aquelas carteiras com elásticos que se veste por baixo da roupa. É muito bom e seguro. E não dê tanto “mole” com câmeras.  Eu não passei aperto! Tirei foto onde queria e de tudo que queria!

O melhor é pegar os que estão escrito táxi na plaquinha no teto e pintadinho conforme o normal dos táxis – é fácil perceber isso. Lá há táxis “piratas”, portanto, cuidado. Outro truque é ter sempre dinheiro trocado para o táxi. Infelizmente na Argentina há muita circulação de notas falsas e os taxistas são os maiores “passadores” dessas notas. Nas papelarias de lá há uma caneta testadora de notas falsas e vale comprar.

Buenos Aires

História: A cidade de Buenos Aires não é parte da Província de Buenos Aires e nem é sua a capital, mas um distrito autônomo. Em 1880, depois de décadas de luta política, Buenos Aires foi federalizada e separada da Província de Buenos Aires. A cidade foi fundada pela primeira vez em 3 de fevereiro de 1536 por Pedro de Mendoza, com o nome de Nuestra Señora del Buen Ayre. A cidade foi abandonada, arrasada pelos índios e refundada em 11 de junho de 1580 por Juan de Garay com o nome de Ciudad de la Santísima Trinidad y Puerto de Nuestra Señora del Buen Ayre. Buenos Aires teve um escasso desenvolvimento até que em 1776 foi nomeada capital do Vice-reino do Rio da Prata. Desde esse momento começou a evoluir rapidamente devido ao impulso comercial que a beneficiou, desenvolvendo-se não apenas economicamente mas também culturalmente. A chegada de ideias liberais fomentou a criação de movimentos emancipadores, que desencadearam em 1810 a Revolução de Maio e a criação do primeiro governo pátrio. Logo depois das guerras civis e da reunificação do país, Buenos Aires foi eleita lugar de residência do Governo Nacional, ainda que este carecesse de autoridade administrativa sobre a cidade, que formava parte da província de Buenos Aires.

Minhas dicas: O melhor seria que logo que se instalar, já sair explorando a cidade . Turista não tem sono, dor ou cansaço! Rsrs

Se você esta pelo centro, perto do Obelisco, acho legal, rápido e barato, um passeio por Puerto Madero no fim de tarde e início de noite. Lá só anoitece as 20h no verão. Puerto Madero é, como o nome diz, um porto que foi totalmente revitalizado. É bom de passear e ótimo para comer. Há muitos bares e restaurantes na região. Há a parte antiga que foi reformada e onde há esses restaurantes e barcos-museus e há também a parte “high socity”, do outro lado do rio La Plata e que é totalmente nova e rica!  Vale atravessar a “Ponte de Las Mujeres”, uma que parece um salto alto de ponta cabeça.

Caso não esteja no centro - lá é uma área a ser explorada por um dia em sua viagem - comece por um dos passeios abaixo que esteja mais próximo da sua hospedagem.

Outro conselho é caminhar a esmo. Em toda viagem tento andar sem um rumo definido. Nesses passeios sem amarras sempre encontramos prédios, praças, locais lindos! Vale a pena, mas sem desgrudar de um mapa. E, claro, procure saber onde ficam as zonas perigosas da cidade e fique longe ou vá com quem conheça a localidade. Wanderlust!


Passeios indispensáveis:

-  Puerto Madero : Vale visitar também durante o dia, principalmente pela vista, barcos-museus e caminhadas. Se forem andando até o final dele, chegaram perto de prédios do governo que são lindos e também muito perto da Plaza de Mayo, onde fica a Casa Rosada, Torre Inglesa, Catedral, etc. Já se a escolha for atravessar a ponte de las mujeres antes de ir até o fim de Puerto Madero, aproveite para dar uma boa olhada na parte mais novinha de BA.

- Obelisco: Esta no caminho para quase todos os lugares e fica na famosa Avenida 9 de Julio. Vale parar e fazer a “foto obelisco”.

- Plaza de Mayo: A praça é muito importante para o Argentinos e tem construções belíssimas ao redor, como a Torre Inglesa; Casa Rosada; Catedral de Buenos Aires, que é linda e é também onde o nosso atual Papa atuava e morava. Vale entrar, é linda!

- Plaza San Martin: É no centro e também tem uma linda torre, que foi feita para “concorrer” com a Inglesa (até hoje a rixa com os ingleses é grande); Bem pertinho há o terminal de trens, que é uma linda estação.

- Reconquista: Rua com bons bares, restaurantes e lojas interessantes.

- La Boca: Esse é o famoso bairro do Boca Juniors! Lá, além do estádio, que é muito legal de visitar e que possui um museu, há também o Caminito! É simplesmente lindo! Há muito artesanato, cores e coisas interessantes para se ver. É beeem pertinho do estádio. Aconselho a irem ao estádio e visitar pelo menos o museu. Depois atravessem a rua e caminhem até El Caminito. No caminho, há uma pizzaria pequenina, de um italiano, na Rua Olavaria. A pizza é a original Argentina/italiana e é deliciosa. Parece um pão, mas é leve! Vale comer tomando uma Quilmes! Lá tem muiito artesanato e muitas lojinhas com coisas baratas, além de restaurantes e uma “feirinha”, mas esses dois são “para turista ver”. É o lugar pra se comprar as lembrancinhas dos amigos!

- Recoleta: Da pobreza para a riqueza! Há o bairro da Recoleta, que é rico e lindo! Lá, há a praça da Recoleta, muito charmosa, a sorveteria maravilhosa Volta - que só existe lá e é ainda melhor que os sorvetes famosos e também deliciosos da Freddo (essa tem em qualquer esquina, de verdade)- e o cemitério da Recoleta. Eu não curto cemitérios, mas me diverti nesse. Lá estão enterradas grandes personalidades argentinas e existem monumentos lindos nos túmulos. É muita riqueza! Há uma igreja muito fofa ao lado do cemitério, bem como um museu, ou casa de cultura, não lembro ao certo. Ainda na recoleta, há uma passarela descendo a praça que te levará para a frente do prédio da faculdade de direto de Faculdade de Buenos Aires (acho). É um prédio muito lindo! E logo ao lado fica a Big Flower, que precisa ser visitada! Dali, eu peguei um taxi e fui para Palermo e seus jardins.

- Palermo: Dividido em subbairros com nomes estilosos como Palermo Soho, Palermo Hollywood, Palermo Chico, Palermo Viejo, etc. Lá vale visitar o Jardim Japonês (barato para entrar e é lindo demais – visite), o estádio do River Plate (lá conhecido como La Cancha de River – O campo do River), Plaza Alemanha, Parque Três Febrero, Bosques de Palermo em geral, Zoologico (não é o que entra na jaula),etc. Vale dar uma passeada de Taxi.

- San Telmo: há uma praça onde há feirinha. Essas feirinhas são as domingos. Mesmo sem a feira, vale ir!

- Café Tortoni

- Livraria El Alteneo

- Teatro Colón

Buenos Aires é ótima para caminhar, andar de bus (pagamento em moedas através de uma máquina), metro (vale visitar, pois é bem antigo – primeiro da américa do sul) e a pé. O centro histórico dá para fazer a pé, todo, incluindo Puerto Madero.

Compras:
Se pretende fazer compras, o melhor  lugar é no centro de BA. São as ruas Florida e Corrientes (uma grandona que é cortada inclusive pela primeira rua em compras, a Florida, e onde há um lindo shopping, o Abasto – prédio onde um dia funcionou o mercado de abastecimento de BA, por isso o nome). Vale entrar na Galeria Pacífico, na Florida, além de linda, dá para comprar e comer. 

Apesar da inflação, vale comprar algumas coisitas. Se quer cosméticos, um lugar legal para visitar é a Farmacity -tem em quase toda esquina e de diversos tamanhos. São ótimas e valem mesmo a visita! Se quer couro, precisa ir na Calle Murillo (se fala Kaje Murijo – lá os dois ll’s tem som de j..hehehe).

Transporte:
Vale muito usar os ônibus e o metrô (lá é subte). Onde eles não forem, há os táxis. São todos muito baratos. Para os ônibus é preciso que se pague em moedas o valor exato da passagem. Eles não dão troco porque é uma máquina que cobra, tipo de refrigerante. Não esqueça do dinheiro trocado nos táxis por conta de notas falsas no troco. E não se assuste caso você chegue em uma estação de metro  e não haja cobrança pela entrada. Isso aconteceu comigo na estação Peru, onde o “portão” para a plataforma estava aberta e não havia guichês para pagamento.

Horários:
Os Argentinos, assim como todos os povos, possuem costumes. Lá eles abrem mais tarde seus restaurantes e boates. Um exemplo: As vezes eles saem do trabalho e vão para casa dormir e se arrumar, acordando as 00h para ir para a rua curtir em bares e boates (boliches). Ou seja, atenção e verifique sempre os horários e pausas para almoço e cesta de cada local onde quer ir.

Comida e água:
A água mineral lá é terrível!! A menos pior é a GLACIAR (sem fazer propaganda). Só compre essa, vai por mim!! Você precisa provar:  Empanadas (pequenos pastéis de forno com uma massa incrível - geralmente são vendidos em lanchonetes e lojas de conveniência, chamadas de 25 horas); Sorvetes Freddo e Volta (esse segundo só tem na recoleta); alfajores da Havanna e da Cachafaz (o segundo consegue ser melhor que o Havanna e é um pouco mais caro, mas vale a pena); As carnes: Bife de Chorizo - é o contra-filé deles (divino) – Bife de Lomo (filet mignon inesquecível); O pão deles é geralmente duro, ruim mesmo, e o que salvam são as medialunas, que são croassaints salgados ou doces e alguns pães tipo ciabata. Papas são batatas. Parrilla é churrasco, também chamado de Assado. Pollo (Pojo) é frango. Parrillada é uma mistura de carnes bovinas e suínas (é parecido com o nosso virado a paulista), não curto! 

Esquece arroz e feijão. Você vai comer muita carne/frango com batata. Há também o “podrão” argentino, o milanesa, que é um sanduíche de bife a milanesa com salada e molhos.

As lojas 25 Horas merecem um comentário a parte. Elas são ótimas pois são pequenas lojas de conveniência e vendem de quase tudo. Além do mais, aceitam reais, pesos, euros e dólares, claro que com uma cotação não tão favorável pra gente.

Sempre que entrar em um restaurante pergunte se eles cobram “cubierto”, que é uma taxa tipo nossos 10 %, mas sai mais caro que os 10%. E lá, entrou, pagou, ou seja, o “cubierto” não é opcional, mas nem todo lugar cobra. Procure os sem, a não ser que a comida seja imperdível!!

Hotel
Há muitos bons hotéis e hostels. Procure bem, pesquise bem a região e os transportes disponíveis nessa área.

Hotel que fiquei em Buenos Aires: Facon Grande Hotel – Reconquista 645/49. C1003ABM – Tel (54 11) 43126360 al 69 – reservas@hotelfacongrande.com – site: WWW.hotelfacongrande.com  - Gostei muito. Funcionários atenciosos, ótima comida, ótima localização e um preço bem acessível.

Noite:
Lá há grandes boates, chamadas de boliches (há Pachá, Privilege. Etc). Há também os Tangos. Se forem de agência de viagem, encaixem o tango no pacote, se não, procurem em BA, há o Sr. Tango, que é o mais famoso. Vale a pena! Há também um cassino flutuante e pubs bacanas. Vale dar uma pesquisada nisso com mais calam. Boa Viagem!

Fotos:

Catedral de Buenos Aires - Plaza de Mayo



Big Flower 


El Caminito - La Boca 


Ponte de Las Mujeres - Puerto Madero


Puerto Madero


Dá pra ir de B.A. para:

- Luján:

História: O passado pode ser visto por todos o cantos, de estilo colonial, e a natureza cresce ao redor do rio, e sobre ele crescem bosques ribeirenses que rodeiam todos os arroios. Em 1630, a carreta que transportava a imagem parou em Luján, vinha do Brasil e viajava por encomenda de um português desde Santiago del Estero. A Virgem nunca mais saiu de Luján. Em torno dela foi fundada e cresceu uma das cidades mais reconhecidas do País, sendo na atualidade o centro de atração espiritual mais importante da Argentina.

Minhas dicas: Cidade que fica uns 50 minutos de BA e tem o zoo que você entra nas jaulas e conhece/faz carinho/brinca com os bichos. Também possui uma catedral lindaaaa de viver! Vale conhecer antes de ir ao zoo! Você pode pegar um bus pra rodoviária de lá, que fica em frente a catedral e depois pegar um táxi para o zoo, que fica na estrada, uns 15 minutos do centro de Luján (de táxi). Há também o serviço de taxistas que levam você pra cidade e passam o dia te acompanhando pra te levar de volta, tudo por preço combinado.  Bom, é uma cidade muiiito barata!!

Catedral de Luján 


- La Plata:

História: La Plata é a capital da província de Buenos Aires e está localizado 56 km a sudeste da cidade de Buenos Aires. A foi planejada para servir como a capital da província após a cidade de Buenos Aires foi declarada como um Distrito Federal em 1880. É também o centro político, administrativo e de educação na província. É uma cidade com uma história e arquitetura interessante, com grande cultura e uma identidade forte. As ruas da cidade possuem números ao invés de nomes, e sua ordem progressiva permite que visitantes encontrem um endereço facilmente. Além disso, quatro ruas diagonais cortam a cidade toda em formato de 'X', e em suas intersecções com avenidas principais existem várias pequenas praças, onde aos finais de semana costumeiramente se realizam festivais culturais.

Minhas dicas:  Uma cidade fantástica. Ela tem a catedral mais linda que já vi na Am do Sul. Ela se assemelha a Notre Dame. A cidade é mais barata que BA, mas um pouco mais cara que Luján. Tem lugares, praças, prédios e museus sensacionais. Ela também fica uns 50 minutos de BA, só que pro outro lado. O bus (eles chamam os ônibus assim) pra ir para lá custa 20 pesos e você pega ele na rodoviária. Em La Plata a ideia é caminhar muito, ver prédios antigos e praças lindas. Há um “feirinha” aos sábados (confirmem) na praça Itália.

Hotel:
Em La Plata fiquei no Benevento. É um hotel muito bem localizado, com mercado ao lado, bons restaurantes próximos e também a rodoviária. É um hotel bem antigo, mas bem interessante. Além do Café da Manhã incluso, possui o lanche da tarde, que eles chamam de merenda.

Catedral de La Plata


Mapa de La Plata


-Tigres:

História: O Município de Tigre está localizado 33 km da cidade de Buenos Aires. O Tigre e Delta é o passeio preferido para o fim de semana. O Tigre está localizado em uma parte do Delta do Rio Paraná. A área é constituída de muitos rios, igarapés e ilhas. Da cidade de Tigre tem uma estação fluvial, onde poderá pegar um barco para uma viagem ao redor das ilhas. Em muitas ilhas, existem parques de campismo e áreas para piquenique, onde você pode passar o dia todo pagando uma entrada.

Minhas dicas: Há o passeio pelo Delta e Tigres. Para chegar lá de forma rápida, é preciso pegar um trem para Tigres (parece nosso metro) e ficar uma hora até a estação Tigres, a estação final! A passagem custa, sei lá, uns 5 pesos (Nota: manter seu bilhete até sair da estação de chegada). É uma  cidade fofa demais e o passeio é cedo, portanto cheguem na cidade antes das 10h. Há um parque de diversões enorme na cidade também. Uma cidade bem barata e bonitinha.


- Colônia de Sacramento - Uruguai: Passeio para o dia todo. Eu ainda não consegui fazer, mas tenho amigos que fizeram e me recomendaram. É preciso pegar um barco em Puerto Madero. Leve passaporte e cuidado com o horário de volta.

História: É um dos Patrimônios Culturais da Humanidade, título concedido pela Unesco em 1995. Fundada pelo português Manoel Lobo em 1680, o local passou de domínio português ao domínio espanhol várias vezes até a Declaração de Independência em 1825. A cidade está também a apenas duas horas de Montevidéu, com fácil acesso de ônibus.


- Rosário:

História: é uma cidade e município da província de Santa Fé. Em 1823, a aldeia – então com cerca de mil habitantes – recebeu o título real de "ilustre y fiel villa de Rosario". A cidade de Rosário é conhecida como o berço da Bandeira, e sua construção mais famosa é a do Monumento à Bandeira.

Minhas Dicas: Linda e grande cidade. Há muito o que ver, mas tive apenas dois dias, mas um amigo de lá com carro, tempo e disposição para me mostrar muita coisa. Há uma praia de rio, no Rio Paraná. É lindo e há até ilhas. Há o monumento à bandeira, lindo e surpreendente. Vale dar uma volta pela cidade, que tem arte no ar... Há muitos museus, belas mansões e prédios – novos e antigos- bem como lindíssimas praças e ruas. Ah, é a cidade natal do Messi, onde ele tem um prédio e um restaurante ao lado do monumento à bandeira. Vale ver:  Praça 25 de Mayo,  Boulevard Oroño, Parque da Independência, Praça San Martín,  Monumento à Bandeira, Região portuária do Rio Paraná (foi revitalizada e é um agradável passeio), Praça Itália, etc. Há também os estádios dos dois clubes da cidade: Rosario Central (fundado em 1889) e Newell's Old Boys (fundado em 1903).

Dá pra ir de trem (umas 10 horas) e de ônibus (4 horas). Fui de bus e foi tranquilo.

Em Rosário provei uma outra comida típica da Argentina, a Milanesa (já mencionada no tópico comida de Buenos Aires). Trata-se de um sanduíche de um bife a milanesa finíssimo e crocante acompanhado de salada, frios, ovo frito e molhos - tudo a sua escolha. A primeira vez que vi foi vendendo dentro do ônibus que peguei entre La Plata e Luján, mas não tive coragem de comprar pois não sabia a procedência, mas fiquei com ele na memória. Chegando em Rosário, amigos me levaram para comer em uma ótima lanchonete popular, em uma praça que agora não lembro o nome. 


Milanesa


 Margem do Rio Paraná (o que chamo de região portuária)


Memorial à Bandeira - Margem do Rio Paraná


Fotos: Priscilla Lamy

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Wanderlust

Wanderlust




Wanderlust, ou em português, "desejo de viajar", é um termo que descreve um forte desejo de caminhar, de ir a qualquer lugar, em uma caminhada que possa levar ao desconhecido, a algo novo, de viajar.

Wanderlust é uma expressão derivada do alemão: "wandern", "a vagar", e "Lust", "desejo". É comumente definido como um forte desejo de viajar, ou de ter um forte desejo de explorar o mundo.


Não é somente um simples desejo, é uma sensação que toma todo o corpo e a mente, e em uma seqüência de fatores, incluem-se uma sensação de desconforto nas pernas, nos músculos, e aquele desejo incontrolável de ir, de seguir um rumo qualquer em direção ao desconhecido ou a algum lugar que se vá encontrar algo novo, que é a razão daquele desejo de ir.


Fonte: Winkipedia